quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O Jornalista moderno e sua fé




“Será que o leitor vai gostar do texto? Será que ele vai entender a mensagem? ”Essas são perguntas cruciais que todo jornalista faz assim que conclui um novo trabalho. E conseguir ser entendido já é garantia do sucesso pessoal. Afinal, este é seu maior desafio.
Hoje, os textos de um jornalista mudaram de patamar dentro das novas tecnologias de comunicação. A evolução virtual e a “febre internética” me ensinaram o que nenhuma faculdade ou cursinho poderia lecionar. Aprendi que Deus dá o dom, individualmente e cada ser vai buscando outros para evoluir neste mundo em que o ontem já é século passado. Vou tentar explicar melhor isso, pois se eu não conseguisse, não seria um jornalista com dons apurados. Assim espero!

A faculdade ensina as técnicas, as regras e tudo aquilo que você não deve fazer, mas que de vez enquanto acaba fazendo por falta de opção. A vida vai dando a oportunidade de exercitarmos essas técnicas e Deus vai concedendo o dom. Mas é só isso? Eu me perguntava. Até aí, não vi nenhuma novidade. Sempre foi assim. Que nada, o mundo hoje é outro, as faculdades são outras, o homem é outro, porém o Deus é o mesmo. Aí reside o mistério. Como ser o profissional de hoje, escrever à necessidade do homem moderno e não se distanciar de Deus? Parece fácil, mas para mim foi uma das coisas mais complicadas que encontrei diante da profissão.

O mandamento número 1 do jornalista é não ser tendencioso, o mandamento maior pra ganhar um leitor é escrever sobre o hoje e o de Deus é o amor. Então, está resolvido. É só escrever poemas de amor em meio às noticias. Imaginem quem iria ler frases de amor para saber os assuntos da vida cotidiana, esportes ou de uma guerra. Seria mais do que uma utopia literal. Posso até dizer que poderia ser o fim do jornalismo propriamente dito. Mas, como sempre Deus dá o Dom e o resto deixa por conta do homem. Neste caso eu tomo a decisão.

Com esses valores e com a consciência que sempre me acompanha é que construí o que chamo de kit profissional de sobrevivência na profissão. Seja como jornalista, internauta ou qualquer outra coisa que eu venha a fazer, o importante é não abrir mão daquilo que é politicamente correto na minha opinião. Assim, renasci na profissão, pois diante da internet e da carreira escolhida, vi que dava pra fazer muita coisa boa. E renasci como jornalista-internauta, um cara do novo milênio que não despreza os ensinamentos da infância.

A minha forma de escrever, às vezes, pode até quebrar alguns tabus da comunicação. É complicado estar à frente do meu tempo, refletir idéias originais e escrever com as mão firmes e a consciência tranqüila, tudo aquilo que vem a cabeça sem ser tendencioso. Ainda mais quando discordamos daquilo que fere nossos valores.

Eu quando percebi a necessidade de evolução no meu trabalho, diante da realidade da globalização, tive que rever alguns de meus conceitos. Isto, não foi difícil, porque além do dom de escrever, descobri que tinha também a facilidade de aprender informática. De imediato, percebi que precisaria mudar em decorrência das novas tendências da mídia. A internet veio para mudar o mundo, isto é fato e não discuto com ninguém sobre essa verdade. Então, o negócio é aproveitar o que ela tem de bom e desprezar o que tem de ruim. E como tem coisa ruim neste meio. Mas, o mundo é assim. Não seria diferente o mundo virtual. E por incrível que pareça, só aprendi isso, ao assistir o filme Matrix. Caramba! Precisei ver na telona aquilo que estava na minha cara, ou melhor, em meu computador de casa. Antes, eu pensava que a rede era para pesquisas, imposto de renda e transações comerciais. Que nada, a rede é comunicação. E é o maior meio de comunicação já existentente. Qual outra forma de comunicação é tão rápida e consegue atingir o mundo inteiro com imagens, sons e textos simultâneos? Não tem outra.

Certa vez, viajando nas asas da imaginação, pensei comigo mesmo. Algo raro para um jornalista pensar consigo mesmo, pois o jornalista pensa e escreve para os outros. Mas o meu pensamento era: A internet não mão de Jesus Cristo e dos apóstolos seria algo indescritível em relação ao alcance da Boa Nova. Se com as dificuldades da época, eles provocaram grandes mudanças percebidas até hoje, imaginem o que fariam agora. Com essa linha de raciocínio é que eu tento fazer minha parte, enquanto jornalista e cristão. Penso: ganho o pão, sem esquecer-se Daquele que o repartiu.

É claro que não poderia deixar de falar do outro lado da internet. Assim, como no mundo real, temos o lado bom e o lado ruim das coisas, no mundo virtual há uma gama de “caminhos tortos” e que nos afastam de Deus. Desde criança me diziam que em uma mesma fonte não poderia jorrar água doce e salgada. Às vezes ainda me confundo com essa frase. Digo isto, porque da internet jorra muita coisa do bem, mas também há quem busque nela as coisas ruins e acaba se afogando nelas. Neste caso, o que temos que trabalhar enquanto cristãos, é a formação de nossas crianças diante da modernidade. E, enquanto jornalista tenho que trabalhar a formação da sociedade com um todo. Ual! Essa foi profunda!

Além de meios modernos de comunicação, capacitação profissional e uma consciência que me acompanha desde criança, tive a certeza de que o novo jornalista-internauta precisava também ter uma convicção do solo em que pisava. E disso tudo falado, somente a capacitação era fornecida na faculdade. Portanto, nesta profissão, o que vale agora é ter dom e saber aproveitar da maneira correta aquilo que o homem constrói com a graça de Deus.
Eta responsabilidade! Eu como jornalista-internauta me vejo na obrigação de dizer ao mundo: Há dois caminhos na rede: um que ti abastece de informação e entretenimento sem lhe distanciar de DEUS e outro que resumidamente falando será sua “INFERNET”. A decisão é sua. Isso não muda.

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