sábado, 11 de outubro de 2008

A POMBA ROLA



Eu até pouco tempo pensava que era uma cara normal, bacana e amável. Desses que todos querem ter como amigo. Um amigo do tipo que podemos até chamar de irmão. Um dia percebi que além de ser um cara normal, bacana e amável, eu também precisaria ser forte. Muito forte. Forte pra agüentar as porradas que a gente leva. Não as porradas braçais, mas as que vêem com a força das palavras. Porradas pronunciadas. Mas não são quaisquer palavras. São aquelas ditas por pessoas que não esperamos que fossem tão corajosas ou até loucas pra fazer isso com a gente. E não pessoas estranhas. São justamente ditas por pessoas que até certo ponto são bem conhecidas. Mas uma pessoa assim, não passa de pessoa e certamente não tem o prazer de me ouvir chamar de amigo, irmão, ou algo parecido. O máximo que poderá ouvir é um "tudo bem", "bom dia" etc, porque educação é sempre bem vinda.


Essa é uma das muitas histórias que acontecem comigo. Mas, como qualquer outro tipo de decepção, essas coisas passam e só restam os aprendizados. Saio fortalecido, bem disposto e seguro que sou um cara normal, bacana e amável. Não dá boca pra fora. Sou do tipo que dizem por aí "sou amigo mesmo não estou te dando mole". Antes que me perguntem, vou logo falando: Não sou assim com todos sou assim com quem amo, com quem chamo de amigo, irmão, ou algo parecido.


Na verdade, eu estava é P%&$## com uma pessoa. Agora, não estou mais porque abstrai. Esqueci as palavras que ouvi dessa pessoa, ou melhor, as porradas que levei dela. Como sou atualizado com o vocabulário do momento. Posso dizer que fechei os olhos e imaginei que a pessoa foi abduzida. Levada por alienígenas pra um passeio bem longe de mim. E nesse meu louco pensamento, até imaginei a pessoa sendo utilizada como cobaia por esses seres extraterrestres. Viajei legal no pensamento. Não me lembro quais experiências esses seres fizeram com a pessoa, mas dentro desse meu mundo imaginário de um escritor que ficou P%&$##, posso garantir que a transformaram em um ser penoso, com asas cinza e bico curto. Não sei se me enganei, mas parecia uma pomba rola.


Dizem que a pessoa que é abduzida, quando retorna ao planeta, não lembra do que aconteceu. Eu estou com receio que essa pessoa, quer dizer a pomba rola não encontre o caminho de casa, o melhor a sua casinha de pombo.

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