
Diário de um jovem escritor.
Escrevi o meu primeiro livro em 2007 - Anjo de Sucesso, e agora em 2008 iniciei uma nova estória. Esta será bem mais ousada e por que não dizer quente. Descobri recentemente que ser autor é uma forma de idealizar um mundo paralelo ao nosso. Falo isso porque construo lugares, dou vida e permito ações que até eu como autor duvido que meus personagens fossem capazes de fazer. Vou mais além ainda. Muitas vezes, duvido até que determinado trecho da estória foi escrito por mim e em vão tento mudar algo e não consigo.
Os personagens dos meus livros têm vida própria e acabam mandando em mim. Eles nascem quando eu abandono a minha maneira de pensar e me esforço para aceita-los como se apresentam. O que engraçado é que às vezes eles surgem e até fazem coisas que eu nunca faria.Na verdade, meus personagens podem tudo e o pior que eles acabam descobrindo disso. Ainda mais se forem os protagonistas, pois estes são donos da verdade. Parecem saber que não existe estória sem protagonistas. O que pode existir é um protagonista sem estória, construído sem argumentos e sem razão de existir. Mas, este tipo de protagonista nem passa perto das minhas estórias. Para mim, protagonista é igual filho. É lindo, mesmo quando não é. E eu sou um pai coruja, ou melhor, um autor de protagonistas lindos! Eu me considero um escritor moderno, feliz e realizado, tão realizado que escrevo porque me dá prazer.
Eu acredito que eu sou moderno porque eu exponho meus personagens ao diferente. Não tenho preconceitos em fazer deles heróis ou vilões nesse mundo diferente. Exponho-os ao que eu conheço e ao que eu desconheço. Escrevo sobre personagens que pensam diferente de mim, que são felizes fazendo coisas diferentes de mim, que conhecem lugares que eu desconheço. Para eu continuar sendo escritor, preciso deixar a beleza dos personagens fluir, bem como a maldade do vilão.
Preciso amar sem medida cada linha para não me deixar trair pela estória. Tenho que dá vida a personagens que formem opiniões, que possam causar polêmicas e sejam amados e odiados. Sou um criador que permite o que mais gosto de ter: a liberdade. Deixo que meus personagens vivam a vidas deles, escolham suas trajetórias e metam as caras. Se escolherem errado, danem-se. Pra mim se a escolha errada deles gerar um ótimo capítulo é um trunfo. Isso é tudo para um autor. Transformar qualquer fato em um livro maravilhoso. E tenho dito.
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