sábado, 23 de agosto de 2008

Conjugando o verbo TC


Lembram daquelas aulas de língua portuguesa do colegial? E daquelas regras de gramática que sempre tinham exceções para confundir nossa vida ? Não esquecendo, a concordância, a conjugação dos verbos, o emprego da crase e as terríveis aulas de redação. Calma, isso é coisa do passado. Hoje, no meio cibernético você pode esquecer isso tudo e tentar aprender, rapidamente, o novo modo de se comunicar do homem moderno.

Confesso que meu primeiro contato com essa nova linguagem foi algo muito assustador. Certa vez, recebi um e-mail de um amigo e a partir daquele dia aprendi que para ser um bom escritor internauta, eu precisaria esquecer todas as regras, normas e exceções da gramática. Isto porque, não consegui entender nada que ele havia escrito. Deparei-me com algumas palavras que não consegui saber o significado. Pasmem, recorri ao dicionário e nada encontrei. Pensei, será que sou eu ou meu amigo que está desatualizado? Por incrível que pareça quem estava desatualizado era o meu dicionário. Afinal, eu não sou obrigado a saber tudo. Essa foi a única forma que eu encontrei para não me considerar um ignorante.

Depois do susto, resolvi aprender tudo sobre essa nova forma de redigir. Pesquisei na internet, freqüentei bate papos e me especializei no assunto. Aprendi que o grande desafio do homem atual diante das novas tecnologias é fazer-se entender da maneira mais simples.

Hoje, depois de muito sacrifício descobri a nova maravilha da redação. Descobri que escrever na rede é usar tudo aquilo que nos fora proibido em tempos remotos. Muito mais do que isso, é como se fosse uma libertação geral de regras antigas. Lembro-me bem que minha professora da quarta serie sempre me corrigia quando eu abreviava incorretamente as palavras. Agora, muitos dos meus erros gramaticais são as regras atuais da internet. Assim, posso até dizer que foi quebrado o tabu dos bancos escolares. Ah, se eu soubesse disso há 20 vinte anos. Eu queria mesmo era poder levar minhas provas daquela época para a professora revisa-las com carinho.

Chega ser engraçado, mas bem funcional, a maneira com que as palavras foram modificadas para dar forma à linguagem cibernética. Hoje não se faz aniversário e sim niver. Escrever agora é tc e abraços são abc. E se eu for pedir um beijo, tenho que pedir um bjs. Apareceu um tal de S2 que ninguém sabe o que é, mas todos usam acreditando que é algo próximo ao amor. Minha casa é minha ksa e meu amigo é meu veio. Meu grupo e amigos viraram malling. O não pode ser naum ou até nem, basta você escolher o que melhor agradar. Posso dizer também que não uso computador, o que tenho é um PC. O que antes eu chamava de propaganda, estou chamando de spam. Visitar um amigo para bater papo é entrar num chat . Ligação para alguém é skype e scrap e escrever um recado. Se quero ver um vídeo não preciso ir à locadora, vou ao Youtube. Descobri que nem preciso mais de agenda, o orkut já tem tudo. Não tenho álbum de fotos, o que tenho é fotolog. E o melhor de tudo, não preciso freqüentar biblioteca, pois agora tenho uma ótima chamada google. Em outras palavras, é como se os bytes fossem as letras, os mouses virassem canetas e a tela se transformasse no caderno de anotações.

Outro ponto interessante é que as crianças estão tendo que aprender essas duas gramáticas simultaneamente. Particularmente, eu que aprendi uma de cada vez, já achei meio complicado, imagine os alunos de hoje. Mas, nada que um note book naum resolva. Afinal, hj vc faz os trabalhos no google e tc em kasa de qq hora.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Internet & Infernet



“Será que o leitor vai gostar do texto? Será que ele vai entender a mensagem?” Essas são perguntas cruciais que todo jornalista faz assim que conclui um novo trabalho. E conseguir ser entendido já é garantia do sucesso pessoal. Afinal, este é seu maior desafio.
Hoje, os textos de um jornalista mudaram de patamar dentro das novas tecnologias de comunicação. A evolução virtual e a “febre internética” me ensinaram o que nenhuma faculdade ou cursinho poderia lecionar. Aprendi que Deus dá o dom, individualmente e cada ser vai buscando outros para evoluir neste mundo em que o ontem já é século passado. Vou tentar explicar melhor isso, pois se eu não conseguisse, não seria um jornalista com dons apurados. Assim espero!

A faculdade ensina as técnicas, as regras e tudo aquilo que você não deve fazer, mas que de vez enquanto acaba fazendo por falta de opção. A vida vai dando a oportunidade de exercitarmos essas técnicas e Deus vai concedendo o dom. Mas é só isso? Eu me perguntava. Até aí, não vi nenhuma novidade. Sempre foi assim. Que nada, o mundo hoje é outro, as faculdades são outras, o homem é outro, porém o Deus é o mesmo. Aí reside o mistério. Como ser o profissional de hoje, escrever à necessidade do homem moderno e não se distanciar de Deus? Parece fácil, mas para mim foi uma das coisas mais complicadas que encontrei diante da profissão.

O mandamento número 1 do jornalista é não ser tendencioso, o mandamento maior pra ganhar um leitor é escrever sobre o hoje e o de Deus é o amor. Então, está resolvido. É só escrever poemas de amor em meio às noticias. Imaginem quem iria ler frases de amor para saber os assuntos da vida cotidiana, esportes ou de uma guerra. Seria mais do que uma utopia literal. Posso até dizer que poderia ser o fim do jornalismo propriamente dito. Mas, como sempre Deus dá o Dom e o resto deixa por conta do homem. Neste caso eu tomo a decisão.

Com esses valores e com a consciência que sempre me acompanha é que construí o que chamo de kit profissional de sobrevivência na profissão. Seja como jornalista, internauta ou qualquer outra coisa que eu venha a fazer, o importante é não abrir mão daquilo que é politicamente correto na minha opinião. Assim, renasci na profissão, pois diante da internet e da carreira escolhida, vi que dava pra fazer muita coisa boa. E renasci como jornalista-internauta, um cara do novo milênio que não despreza os ensinamentos da infância.

A minha forma de escrever, às vezes, pode até quebrar alguns tabus da comunicação. É complicado estar à frente do meu tempo, refletir idéias originais e escrever com as mão firmes e a consciência tranqüila, tudo aquilo que vem a cabeça sem ser tendencioso. Ainda mais quando discordamos daquilo que fere nossos valores.

Eu quando percebi a necessidade de evolução no meu trabalho, diante da realidade da globalização, tive que rever alguns de meus conceitos. Isto, não foi difícil, porque além do dom de escrever, descobri que tinha também a facilidade de aprender informática. De imediato, percebi que precisaria mudar em decorrência das novas tendências da mídia. A internet veio para mudar o mundo, isto é fato e não discuto com ninguém sobre essa verdade. Então, o negócio é aproveitar o que ela tem de bom e desprezar o que tem de ruim. E como tem coisa ruim neste meio. Mas, o mundo é assim. Não seria diferente o mundo virtual. E por incrível que pareça, só aprendi isso, ao assistir o filme Matrix. Caramba! Precisei ver na telona aquilo que estava na minha cara, ou melhor, em meu computador de casa. Antes, eu pensava que a rede era para pesquisas, imposto de renda e transações comerciais. Que nada, a rede é comunicação. E é o maior meio de comunicação já existentente. Qual outra forma de comunicação é tão rápida e consegue atingir o mundo inteiro com imagens, sons e textos simultâneos? Não tem outra.

Certa vez, viajando nas asas da imaginação, pensei comigo mesmo. Algo raro para um jornalista pensar consigo mesmo, pois o jornalista pensa e escreve para os outros. Mas o meu pensamento era: A internet não mão de Jesus Cristo e dos apóstolos seria algo indescritível em relação ao alcance da Boa Nova. Se com as dificuldades da época, eles provocaram grandes mudanças percebidas até hoje, imaginem o que fariam agora. Com essa linha de raciocínio é que eu tento fazer minha parte, enquanto jornalista e cristão. Penso: ganho o pão, sem esquecer-se Daquele que o repartiu.

É claro que não poderia deixar de falar do outro lado da internet. Assim, como no mundo real, temos o lado bom e o lado ruim das coisas, no mundo virtual há uma gama de “caminhos tortos” e que nos afastam de Deus. Desde criança me diziam que em uma mesma fonte não poderia jorrar água doce e salgada. Às vezes ainda me confundo com essa frase. Digo isto, porque da internet jorra muita coisa do bem, mas também há quem busque nela as coisas ruins e acaba se afogando nelas. Neste caso, o que temos que trabalhar enquanto cristãos, é a formação de nossas crianças diante da modernidade. E, enquanto jornalista tenho que trabalhar a formação da sociedade com um todo. Ual! Essa foi profunda!

Além de meios modernos de comunicação, capacitação profissional e uma consciência que me acompanha desde criança, tive a certeza de que o novo jornalista-internauta precisava também ter uma convicção do solo em que pisava. E disso tudo falado, somente a capacitação era fornecida na faculdade. Portanto, nesta profissão, o que vale agora é ter dom e saber aproveitar da maneira correta aquilo que o homem constrói com a graça de Deus.
Eta responsabilidade! Eu como jornalista-internauta me vejo na obrigação de dizer ao mundo: Há dois caminhos na rede: um que ti abastece de informação e entretenimento sem lhe distanciar de DEUS e outro que resumidamente falando será sua “INFERNET”. A decisão é sua. Isso não muda. E tenho dito.

sábado, 16 de agosto de 2008


As eleições municipais serão em breve e teremos que ter discernimento, ética e muita certeza em quem votar. Seja pra vereador ou prefeito, temos que pensar muito antes de colocar o dedinho na urna eletrônica.


Cadê a luz no fim do túnel ?


Há uma luz no fim do túnel. O Brasil é o país do futuro. Sou brasileiro e não desisto nunca. Frases prontas como estas são pronunciadas todos os dias por milhares de pessoas e nós não nos damos conta que falar até convence e comove, mas não ameniza e muito menos resolve qualquer problema. O maior desafio será mudar esse conceito. É fato que nossa geração não conseguirá mudar sozinha o quadro atual, esteja ela engajada em qualquer ideologia ou política partidária. A palavra mudança é tão forte que por si própria já gera medo.

Há 2000 mil anos, um grande homem se juntou a 12 amigos e acreditou que com eles mudariam o mundo. Sabedoria, até que tinham e coragem era comum a todos. Medos alguns tiveram e perderam. Força de vontade sobrava aos montes. Dinheiro ninguém tinha, também nem precisavam. Tempo e disciplina foram arrumando. O que faltava em um, encontrava-se no outro. O grupo era considerado um exemplo para muitos e para outros muitos não passavam de rebeldes e alienados. Mesmo diante das maiores dificuldades, o grupo só foi crescendo e propagando a sua verdade. E, com esse objetivo fizeram mais do que provocar mudanças. Fizeram uma grande revolução que é sentida até hoje e não tem data para terminar.

Hoje, testemunhamos um Brasil que poderia ser melhor. Ser um país subdesenvolvido não necessariamente seria ter povo sub-educado, sub-informado ou subnutrido. Alguns por conseqüência do destino, outros por dedicação e sacrifícios conseguiram sair das estatísticas dos “sub-alguma coisa” e passaram a fazer parte da classe trabalhadora e pensante do país. Essa conquista é válida, mas o que adiantaria termos excelentes profissionais médicos, engenheiros, jornalistas, coaches, mestres, advogados e etc, se cada um cruzar os braços e nada for feito para provocar as mudanças necessárias para quem precisa de verdade. É ousadia afirmar que os profissionais omissos a essa situação podem ser considerados “sub-solidarios” ou até mesmo sub-competentes. E ninguém ficaria confortável nessa classificação.

Não seria utopia acreditar que um futuro somente poderá ser mudado por uma geração que ainda está sentada nos bancos escolaridades. Qualquer ação tem quer iniciada agora para que os jovens estejam preparados para assumirem seus papéis num amanhã melhor. A mudança é em longo prazo e requer confiança. No meio de tudo isto, gira um, chamemos-lhe poder que, na maioria das vezes, o povo em geral não pensa que existe; e se sabe que ele existe, ou não lhe atribui muita importância, ou não quer saber disso para nada: refiro-me a boa vontade, o fator essencial para começar a ser solidário e querer mudar alguém. Já que é comum o uso das frases, tomo a liberdade de provocar uma mudança em uma para terminar o artigo e sem medo de ousar: Há uma luz no fim do túnel e nós temos que entrarmos juntos, acendermos nossas lanternas e iluminar do inicio ao fim a trajetória daqueles que nele passarem. Só há vitória quando o objetivo é claro.

Vote com o objetivo de que não é por religião, raça, condição sexual ou financeira. Vote com o objetivo de que a pessoa será ética na administração pública. A nossa consciência será grata.


Pense nisso. Vote com sabedoria. E tenho dito.

Estréia do blog de um escritor um pouco louco, mas com cara de centrado


Diário de um jovem escritor.

Escrevi o meu primeiro livro em 2007 - Anjo de Sucesso, e agora em 2008 iniciei uma nova estória. Esta será bem mais ousada e por que não dizer quente. Descobri recentemente que ser autor é uma forma de idealizar um mundo paralelo ao nosso. Falo isso porque construo lugares, dou vida e permito ações que até eu como autor duvido que meus personagens fossem capazes de fazer. Vou mais além ainda. Muitas vezes, duvido até que determinado trecho da estória foi escrito por mim e em vão tento mudar algo e não consigo.


Os personagens dos meus livros têm vida própria e acabam mandando em mim. Eles nascem quando eu abandono a minha maneira de pensar e me esforço para aceita-los como se apresentam. O que engraçado é que às vezes eles surgem e até fazem coisas que eu nunca faria.Na verdade, meus personagens podem tudo e o pior que eles acabam descobrindo disso. Ainda mais se forem os protagonistas, pois estes são donos da verdade. Parecem saber que não existe estória sem protagonistas. O que pode existir é um protagonista sem estória, construído sem argumentos e sem razão de existir. Mas, este tipo de protagonista nem passa perto das minhas estórias. Para mim, protagonista é igual filho. É lindo, mesmo quando não é. E eu sou um pai coruja, ou melhor, um autor de protagonistas lindos! Eu me considero um escritor moderno, feliz e realizado, tão realizado que escrevo porque me dá prazer.


Eu acredito que eu sou moderno porque eu exponho meus personagens ao diferente. Não tenho preconceitos em fazer deles heróis ou vilões nesse mundo diferente. Exponho-os ao que eu conheço e ao que eu desconheço. Escrevo sobre personagens que pensam diferente de mim, que são felizes fazendo coisas diferentes de mim, que conhecem lugares que eu desconheço. Para eu continuar sendo escritor, preciso deixar a beleza dos personagens fluir, bem como a maldade do vilão.


Preciso amar sem medida cada linha para não me deixar trair pela estória. Tenho que dá vida a personagens que formem opiniões, que possam causar polêmicas e sejam amados e odiados. Sou um criador que permite o que mais gosto de ter: a liberdade. Deixo que meus personagens vivam a vidas deles, escolham suas trajetórias e metam as caras. Se escolherem errado, danem-se. Pra mim se a escolha errada deles gerar um ótimo capítulo é um trunfo. Isso é tudo para um autor. Transformar qualquer fato em um livro maravilhoso. E tenho dito.